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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

3º Domingo do Advento - Ano B – Dia: 11/12/2011 - Cor: Roxo ou Rosa


Primeira Leitura: Exulto de alegria no Senhor
Leitura do Livro do Profeta Isaías 61,1-2a.10-11: 1 O espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu; enviou-me para dar a boa-nova aos humildes, curar as feridas da alma, pregar a redenção para os cativos e a liberdade para os que estão presos; 2a para proclamar o tempo da graça do Senhor. 10 Exulto de alegria no Senhor e minh'alma regozija-se em meu Deus; ele me vestiu com as vestes da salvação, envolveu-me com o manto da justiça e adornou-me como um noivo com sua coroa, ou uma noiva com suas jóias. 11 Assim como a terra faz brotar a planta e o jardim faz germinar a semente, assim o Senhor Deus fará germinar a justiça e a sua glória diante de todas as nações. - Palavra do Senhor!

Comentário: Boa nova para os pobres
O profeta é enviado para proclamar a Boa Notícia da libertação (vv. 1-3ª), e os destinatários são os pobres (v. 1), porque estão abertos à fraternidade e à partilha. Para que a libertação se torne realidade, deverá acontecer no país uma restauração, que se abre para o futuro. Dentro do país, terá que triunfar a justiça nas relações entre os cidadãos; fora, terão que cessar as injustiças e opressões contra o país. A condição para acabar com as opressões externas é abolir as explorações que existem dentro do país; para isso, é preciso reconstruir a cidade e reestruturar o campo, através de uma nova política agrícola e pastoril. Não basta estar na terra; é preciso possuí-la. Após sair da escravidão, é preciso caminhar para a libertação e dar-lhe consistência, restaurando o país dilapidado. Os estrangeiros já não irão explorar, mas participarão da partilha, através do trabalho (vv. 4-5). Dessa maneira, o povo será sacerdote ou ministro de Deus (v. 6), isto é, será oficiante de um culto que agrada a Deus (cf. cap. 58). Se há injustiça no país, exige-se conversão; se a injustiça vem de fora por mão de outros, deverão ser enfrentados. Direito e justiça são o fiel da balança (v. 8a); através deles haverá alegria (v. 7), fidelidade a Deus (Aliança v. 8b), bênção e reconhecimento das nações (v. 9): é o ano da graça de Deus.

Salmo Responsorial - Lc 1,46-48.49-50.53-54   (R. Is 61,10b)
R. A minh'alma se alegra no meu Deus.
46 A minha alma engrandece ao Senhor, 47 e se alegrou o meu espírito em Deus, meu salvador. 48 Pois, ele viu a pequenez de sua serva, desde agora as gerações hão de chamar-me de bendita.  (R)
49 O poderoso fez por mim maravilhas e santo é o seu nome! 50 Seu amor, de geração em geração, chega a todos que o, respeitam.   (R)
53 De bens saciou os famintos e despediu, sem nada, os ricos. 54 Acolheu Israel, seu servidor, fiel a seu amor.   (R)

Comentário: Deus assume o partido dos pobres
O cântico de Maria é o cântico dos pobres que reconhece a vinda de Deus para libertá-los através de Jesus. Cumprindo a promessa. Deus assume o partido dos pobres, e realiza uma transformação na história, invertendo a ordem social: os ricos e poderosos são depostos e despojados, e os pobres e oprimidos são libertos e assumem a direção dessa nova história.

Segunda Leitura: Vosso espírito, vossa alma e vosso corpo sejam conservadas para a vinda do Senhor
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses 5,16-24: Irmãos: 16 Estai sempre alegres! 17 Rezai sem cessar. 18 Dai graças em todas as circunstâncias, porque essa é a vosso respeito a vontade de Deus em Jesus Cristo. 19 Não apagueis o espírito! 20 Não desprezeis as profecias, 21 mas examinai tudo e guardai o que for bom. 22 Afastai-vos de toda espécie de maldade! 23 Que o próprio Deus da paz vos santifique totalmente, e que tudo aquilo que sois - espírito, alma, corpo - seja conservado sem mancha alguma para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo! 24 Aquele que vos chamou é fiel; ele mesmo realizará isso. - Palavra do Senhor!

Comentário: Os conselhos de Paulo
Paulo termina a carta com diversos conselhos para a construção e crescimento da comunidade: respeitar os que têm o encargo de dirigir, ajudar os irmãos que estão em dificuldade, viver em clima de alegria e oração. Os vv. 19-21 convidam os cristãos a exercitar o discernimento e espírito crítico, para se tornarem capazes de reconhecer e assimilar o bem, onde quer que este se encontre. Espírito, alma e corpo (v.23) segnificam aqui o homem inteiro na sua vida concreta, participando do Espírito de Deus.

Aclamação ao Evangelho Is 61,1 (Lc 4,18)
R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. O Espírito do Senhor sobre mim fez a sua unção, enviou-me aos empobrecidos a fazer feliz proclamação.    (R)

Evangelho: No meio de vós está aquele que vós não conheceis
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 1,6-8.19-28: 6 Surgiu um homem enviado por Deus; seu nome era João. 7 Ele veio como testemunha, para dar testemunho da luz, para que todos chegassem à fé por meio dele. 8 Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz. 19 Este foi o testemunho de João, quando os judeus enviaram, de Jerusalém, sacerdotes e levitas para perguntar: "Quem és tu?" 20 João confessou e não negou. Confessou: "Eu não sou o Messias". 21 Eles perguntaram: "Quem és, então? És Elias?" João Respondeu: "Não sou". - "És o profeta?" - Ele respondeu: "Não". 22 Perguntaram então: "Quem és, afinal? Temos que levar uma resposta àqueles que nos enviaram. Que dizes de ti mesmo?" 23 João declarou: "Eu sou a voz que grita no deserto: "Aplanai o caminho do Senhor!", conforme disse o profeta Isaías. 24 Ora, os que tinham sido enviados pertenciam aos fariseus 25 e perguntaram: "Por que então andas batizando, se não és o Messias, nem Elias, nem o profeta?" 26 João respondeu: "Eu batizo com água;mas no meio de vós está aquele que vós não conheceis, 27 e que vem depois de mim. Eu não mereço desamarrar a correia de suas sandálias". 28 Isso aconteceu em Betânia além do Jordão, onde João estava batizando. - Palavra da Salvação!

Comentário: O testemunho de João Batista
Quando João Batista começou a pregação, os judeus estavam esperando o Messias, que iria libertá-los da miséria e da dominação estrangeira. João anunciava que a chegada do Messias estava próxima e pedia a adesão do povo, selando-a com o batismo. As autoridades religiosas estavam preocupadas e mandaram investigar se João pretendia ser ele o Messias. João nega ser o Messias, denuncia a culpa das autoridades, e dá uma notícia inquietante: o Messias já está presente a fim de inaugurar uma nova era para o povo. Messias é o nome que os judeus davam ao Salvador esperado. Também o chamavam o Profeta. E, conforme se acreditava, antes de sua vinda deveria reaparecer o profeta Elias. João Batista é a testemunha que tem como função preparar o caminho para os homens chegarem até Jesus. Ora, a testemunha deve ser sincera, e não querer o lugar da pessoa que ela está testemunhando. Os quatro evangelhos apresentam o início do ministério de Jesus a partir do batismo de João. João Batista é o precursor de Jesus; Jesus se faz seu discípulo e dá continuidade ao seu anúncio da conversão e da chegada do Reino de Deus de maneira inovadora. João Batista rompe com sua linhagem sacerdotal e com o Templo de Jerusalém. No deserto, ele anuncia o perdão dos pecados pela prática da justiça. Jesus, Filho de Deus, por sua vez anuncia a nova criação, na qual, pela encarnação e pela graça de Deus, todos são chamados a participar da filiação divina e da vida eterna. Portador do Espírito de Deus, Jesus comunica a todos o amor pleno, que liberta e leva à comunhão com o Pai. João Batista e, em continuidade a ele, Jesus fizeram o anúncio da chegada de Deus entre as populações excluídas da periferia, descartando Jerusalém e as cidades onde se concentravam as elites econômicas e religiosas. As multidões acorriam a eles, o que suscitou desconfiança e temor entre estas elites. O movimento de João Batista tomou grande impulso e assim permaneceu mesmo após a morte de seu fundador, seguindo em paralelo às primeiras comunidades cristãs. Assim sendo, percebe-se nos evangelistas uma grande insistência em acentuar a figura de João como subalterna à de Jesus, a fim de convencer os discípulos de João a se inserirem nestas comunidades cristãs.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

2º Semana do Advento - Quarta-feira 07/12/2011


SANTO AMBRÓSIO, BISPO E DOUTOR
(Branco, prefácio do Advento I ou dos Pastores – ofício da memória)

Antífona da entrada: Farei surgir um sacerdote fiel, que agirá segundo o meu coração e a minha vontade, diz o Senhor (1Sm 2,35).

Oração do dia: Ó Deus, que fizestes o bispo santo Ambrósio doutor da fé católica e exemplo de intrépido pastor, despertai na vossa Igreja homens segundo o vosso coração, que a governem com força e sabedoria. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Isaías 40,25-31)
Leitura do livro do profeta Isaías: 25 "A quem então poderíeis comparar-me, que possa ser a mim igualado?", diz o Santo. 26 Levantai os olhos para o céu e olhai. Quem criou todos esses astros? Aquele que faz marchar o exército completo, e a todos chama pelo nome, o qual é tão rico de força e dotado de poder, que ninguém falta ao seu chamado. 27 Por que dizer-te então, ó Jacó, por que repetir, ó Israel: "Escapa meu destino ao Senhor, passa meu direito despercebido a meu Deus?" 28 Não o sabes? Não o aprendeste? O Senhor é um Deus eterno. Ele cria os confins da terra, sem jamais fatigar-se nem aborrecer-se; ninguém pode sondar sua sabedoria. 29 Dá forças ao homem acabrunhado, redobra o vigor do fraco. 30 Até os adolescentes podem esgotar-se, e jovens robustos podem cambalear, 31 mas aqueles que contam com o Senhor renovam suas forças; ele dá-lhes asas de águia. Correm sem se cansar, vão para a frente sem se fatigar. Palavra do Senhor.

Salmo responsorial 102/103
Bendize, ó minha alma, ao Senhor.
Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e todo o meu ser, seu santo nome! Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não te esqueças de nenhum de seus favores!
Pois ele te perdoa toda culpa e cura toda a tua enfermidade; da sepultura ele salva a tua vida e te cerca de carinho e compaixão.
O Senhor é indulgente, é favorável, é paciente, é bondoso e compassivo. Não nos trata como exigem nossas faltas nem nos pune em proporção às nossas culpas.

Evangelho (Mateus 11,28-30)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Eis que o Senhor há de vir, a fim de salvar o seu povo; felizes são todos aqueles que estão prontos para ir-lhe ao encontro.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus: Naquele tempo, Jesus tomou a palavra e disse: 28 "Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei. 29 Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas. 30 Porque meu jugo é suave e meu peso é leve." Palavra da Salvação.

Comentário ao Evangelho: EU VOS DAREI REPOUSO
Vindo a este mundo, Jesus deparou-se com uma humanidade marcada pela opressão, vítima do pecado e da maldade, e ansiosa de libertação. Esta realidade era patente, sobretudo entre os mais pobres daquele tempo. Ao mesmo tempo em que eram oprimidos pelos romanos, que ocupavam o País, eram vistos com desprezo pelos fariseus e mestres da Lei, por não se dedicarem à religião com a intensidade exigida. Ou, então, eram esmagados com o rigor de uma religião feita de observância escrupulosa de preceitos irrelevantes. Sua pobreza era vista, por alguns, como sinal de castigo divino, já que um dos sinais da bênção divina era, exatamente, a posse de muitos bens. Em suas aflições, não tinham a quem recorrer, pois os grandes do País só sabiam explorá-los, sem lhes oferecer nada em troca.
A presença de Jesus trouxe alento para os pobres. O Reino anunciado por ele fundava-se em relacionamentos fraternos e não admitia a opressão de uns pelos outros. Sendo um Reino de igualdade, ficava superada a visão classista que privilegia alguns e marginaliza os demais. No Reino, os pobres eram bem-aventurados e não malditos, como se pensava. Jesus, em suma, propunha-se a aliviar a carga pesada imposta sobre os mais fracos. Quem se aproximasse dele, haveria de encontrar repouso para as suas aflições.

Sobre as oferendas: Ó Deus, ao celebramos esta eucaristia, fazei que o Espírito Santo acenda em nós a mesma fé que iluminava santo Ambrósio ao proclamar a vossa glória. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da comunhão: Eu vim para que tenham a vida, e a tenham cada vez mais, diz o Senhor (Jo 10,10).

Depois da comunhão: Ó Deus, que nos reconfortastes com este sacramento, fazei-nos progredir pelos ensinamentos de santo Ambrósio, para que, percorrendo corajosamente vossos caminhos, nos preparemos para o eterno convívio. Por Cristo, nosso Senhor.

Santo do Dia / Comemoração (SANTO AMBRÓSIO)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

2º Domingo do Advento - Ano B – Dia: 04/12/2011 - Cor: Roxo


Primeira Leitura: Preparai o caminho do Senhor
Leitura do Livro do Profeta Isaías 40,1-5.9-11: 1 "Consolai o meu povo, consolai-o! – diz o vosso Deus. 2 Falai ao coração de Jerusalém e dizei em alta voz que sua servidão acabou e a expiação de suas culpas foi cumprida; ela recebeu das mãos do Senhor o dobro por todos os seus pecados". 3 Grita uma voz: "Preparai no deserto o caminho do Senhor, aplainai na solidão a estrada de nosso Deus. 4 Nivelem-se todos os vales, rebaixem-se todos os montes e colinas; endireite-se o que é torto e alisem-se as asperezas: 5 a glória do Senhor então se manifestará, e todos os homens verão juntamente o que a boca do Senhor falou". 9 Sobe a um alto monte, tu, que trazes a boa nova a Sião; levanta com força a tua voz, tu, que trazes a boa nova a Jerusalém, ergue a voz, não temas; dize às cidades de Judá: "Eis o vosso Deus, 10 eis que o Senhor Deus vem com poder, seu braço tudo domina: eis, com ele, sua conquista, eis à sua frente a vitória. 11 Como um pastor, ele apascenta o rebanho, reúne, com a força dos braços, os cordeiros e carrega-os ao colo; ele mesmo tange as ovelhas-mães". Palavra do Senhor! - Graças à Deus!

Comentário: Deus consola o seu povo
Descreve o profeta aquele que está para vir e ao mesmo tempo exorta os homens a preparar-lhe o caminho. Não é mais tempo de tristeza e desânimo; mesmo os que perderem a confiança devem crer novamente: o Senhor vem de verdade! Mas têm os homens esta sensação? Num mundo cheio de misérias e maldades a visão de Deus é muitas vezes deformada. Há quem pretenda que Deus intervenha sempre com um toque mágico para sanar as chagas da humanidade; há quem veja nele apenas o juiz inexorável que nos espiona para punir todas as iniqüidades. E no entanto as palavras de Deus são sobretudo palavras de paz. É um Deus que vem com poder, mas poder que se apresenta sob as imagens mais afáveis e carinhosas, como a do pastor que apascenta o seu rebanho e traz ao ombros os cordeirinhos. Jesus assumirá esta imagem, e toda a sua vida e todos os seus atos revelarão o amor do Pai, a sua verdadeira face.

Salmo Responsorial - Sl 84(85),9ab-10.11-12.13-14     (R. 8)
R. Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade, e a vossa salvação nos concedei!
9a Quero ouvir o que o Senhor irá falar: 9b é a paz que ele vai anunciar. 10 Está perto a salvação dos que o temem, e a glória habitará em nossa terra. (R)
11 A verdade e o amor se encontrarão, a justiça e a paz se abraçarão; 12 da terra brotará a fidelidade, e a justiça olhará dos altos céus. (R)
13 O Senhor nos dará tudo o que é bom, e a nossa terra nos dará suas colheitas; 14 a justiça andará na sua frente e a salvação há de seguir os passos seus. (R)

Comentário: Restaura-nos ó Deus!
Oração coletiva de súplica, logo após a volta do exílio
Ao chegar do exílio, o povo se defronta com graves dificuldades: organizar a comunidade, restabelecer o culto, reconstruir o Templo, sanar sérios problemas sociais. O plano de restauração, portanto, é ainda uma grande aspiração. A essa súplica responde um oráculo do sacerdote: Deus anuncia a paz, plenitude de condições de vida, se o povo se converter ao projeto dele. A glória ou presença de Deus volta à terra (cf. Ez 11,23 e 43,2), acompanhada pelo amor, fidelidade, justiça e paz que produzem prosperidade para todo o povo.

Segunda Leitura: O que nós esperamos são novos céus e uma nova terra
Leitura da Segunda Carta de São Pedro 3,8-14: 8 Uma coisa vós não podeis desconhecer, caríssimos: para o Senhor, um dia é como mil anos e mil anos como um dia. 9 O Senhor não tarda a cumprir sua promessa, como pensam alguns, achando que demora. Ele está usando de paciência para convosco. Pois não deseja que alguém se perca. Ao contrário, quer que todos venham a converter-se. 10 O dia do Senhor chegará como um ladrão, e então os céus acabarão com barulho espantoso; os elementos, devorados pelas chamas, se dissolverão, e a terra será consumida com tudo o que nela se fez. 11 Se desse modo tudo se vai desintegrar, qual não deve ser o vosso empenho numa vida santa e piedosa, 12 enquanto esperais com anseio a vinda do Dia de Deus, quando os céus em chama se vão derreter, e os elementos, consumidos pelo fogo, se fundirão 13 O que nós esperamos, de acordo com a sua promessa, são novos céus e uma nova terra, onde habitará a justiça 14 Caríssimos, vivendo nessa esperança, esforçai-vos para que ele vos encontre numa vida pura e sem mancha e em paz.   Palavra do Senhor! - Graças à Deus!

Comentário:Deus espera a conversão
Duas gerações de cristãos haviam esperado a vinda eminente de Jesus, e isso os ajudava a serem mais comprometidos na própria fé. Diante da demora, os falsos mestres semeiam a dúvida, dizendo que tudo continua como antes. A isso o autor responde, mostrando que Deus não mede o tempo como nós; e, de outro lado, que o tempo se torna longo para ser como sinal de que Deus está dando a todos oportunidade de conversão. Quanto ao fim do mundo, ninguém sabe quando acontecerá. É preciso vigiar, pois "esse dia chegará como um ladrão". Assim como Deus espera pacientemente que os pecadores se convertam antes do julgamento final, do mesmo modo os que se convertem aceleram a vinda da plenitude do Reino. Não se fala propriamente de fim do mundo, mas de uma transformação em “novos céus e nova terra”: a humanidade renovada, onde se realizará nova ordem com justiça.

Aclamação ao Evangelho Lc 3,4.6
R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. Preparai o caminho do Senhor; endireitai suas veredas. Toda a carne há de ver a salvação do nosso Deus.   (R)

Evangelho: Endireitai as estradas do Senhor
Programação do Evangelho de Jesus Cristo Segundo Marcos 1,1-8: 1 Início do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus. 2 Está escrito no livro do profeta Isaías: "Eis que envio meu mensageiro à tua frente, para preparar o teu caminho. 3 Esta é a voz daquele que grita no deserto: 'Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas estradas!'" 4 Foi assim que João Batista apareceu no deserto, pregando um batismo de conversão para o perdão dos pecados. 5 Toda a região da Judéia e todos os moradores de Jerusalém iam ao seu encontro. Confessavam os seus pecados e João os batizava no rio Jordão. 6 João se vestia com uma pele de camelo e comia gafanhotos e mel do campo. 7 E pregava, dizendo: "Depois de mim virá alguém mais forte do que eu. Eu nem sou digno de me abaixar para desamarrar suas sandálias. 8 Eu vos batizei com água, mas ele vos batizará com o Espírito Santo". Palavra da Salvação! - Glória a Vós, Senhor!

Comentário: Preparai o caminho do Senhor!
Todo o Evangelho de Marcos é o começo da Boa Notícia que Deus dirige aos homens. Ela continua, em todos os tempos e lugares através daqueles que seguem a Jesus. A pregação de João Batista é uma grande advertência. Ele anuncia a vinda do Messias, que vai provocar uma grande transformação. É preciso estar preparado, purificando-se e mudando o modo de ver a vida e de vivê-la. João Batista e Jesus têm íntima relação em seus ministérios. Lucas, de modo especial, destaca esta relação no seu evangelho, fazendo um expressivo paralelismo nas suas narrativas de infância de João Batista e de Jesus. João Batista era filho de sacerdote, porém rompe com a tradição sacerdotal e com o Templo de Jerusalém, indo para a periferia ("deserto") às margens do rio Jordão, pregando a conversão à prática da justiça, pelo que os pecados são perdoados. Para o sistema religioso sacerdotal os pecados só poderiam ser perdoados perante os sacerdotes, no Templo, mediante ofertas e sacrifícios. João descarta esta doutrina, anunciando que é pela prática da justiça que se supera o pecado. Com a sua pregação João é visto como o cumprimento da profecia de Isaías, preparando o caminho de Jesus. Jesus assumirá o anúncio de João, dando-lhe o pleno sentido de que com a prática da justiça se constrói o novo céu e a nova terra, vivendo-se em comunhão de vida eterna com o próprio Deus.